| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Pipridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Ilicurinae |
| Prum, 1992 | |
| Espécie: | C. caudata |
Também conhecido como Tangará-dançarino, o Tangará habita florestas densas e se destaca por sua plumagem e canto inconfundíveis e pelo hábito de dançar em grupo para a fêmea. O nome Tangará supostamente deriva do tupi ata, andar; e carã, em volta; sendo correspondente ao vocábulo castelhano saltarin.
Possui cerca de 13cm e apresenta forte dimorfismo sexual. Os machos têm plumagem azul-celeste, cauda preta com duas penas centrais mais longas que as outras e, no alto da cabeça, uma brilhante coroa vermelha. Os mais jovens são verde-oliva, diferindo das fêmeas pela coroa vermelha que nasce antes da mudança das plumas no restante do corpo, só atingem a plumagem adulta com dois anos de idade.
As fêmeas são verde-escuras, cauda mais longa que a dos machos, o que as torna ligeiramente maiores que estes. São, também, mais silenciosas.
As fêmeas têm o seu próprio território ao redor do ninho, onde constroem uma cestinha rala numa forquilha bem alta, utilizando-se de teias de aranha para colar o material da construção. Deposita dois ovos de fundo pardacendo com desenho mais escuro. A incubação dos ovos é feita pelas fêmeas, durante 18 dias; e os filhotes abandonam o ninho após 20 dias, passando a se alimentar e defender sozinhos. O sistema de acasalamento é poligínico, em que machos (2-6) se agregam em locais tradicionais ou leks, para fazerem exposições cooperativas no sub-bosque, onde existe uma hierarquia linear de domínio que pode persistir por anos. O macho dominante do grupo se comporta como um sentinela no alto de um poleiro, na tentativa de atrair fêmeas para a corte (Foster, 1981).
Entre os seus principais hábitos, está a típica dança pré-nupcial, onde os machos se revelam verdadeiros acrobatas, enfileirando-se vários deles num galho e exibindo-se ante a fêmea, um de cada vez. Depois de executarem o rito, cada um volta ao fim da fila e espera a vez de exibir-se novamente.
Habita as matas densas do sul da Bahia, do sudeste e sul do Brasil, do Paraguai e nordeste da Argentina (Província de Missiones).